O SINFEMP – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região, definiu a segunda paralisação de todos os servidores públicos municipais para o dia 16 de setembro de 2026, no município de Patos, com a participação dos associados em todos os municípios de sua base territorial.
A paralisação tem como objetivo cobrar dos prefeitos as reivindicações apresentadas pela entidade e não atendidas até o momento. No caso específico de Patos, a pauta de reivindicações foi entregue no dia 31 de março e até o momento não foi atendida. Descongelamento das gratificações, isonomia salarial, revisão salarial, cumprimento do piso da enfermagem na cabeça do contracheque, pagamento do IFA e Cofinancismento para servidores da saúde, periculosidade para os vigilantes, pagamento de um terço de férias, implantação das progressões horizontais e verticais, atualização do quinquênio, jornada de 6 horas corridas, convocação dos professores aprovados no último concurso público, realização de novo concurso público para todas as funções que tem contratados e terceirizados, mudança na junta médica, fim do assédio moral nos locais de trabalho, aumento salarial para todos os servidores, pagamento da insalubridade sobre a remuneração, cumprimento da lei 3.999/61 dos dentistas, condições dignas de trabalho para os servidores da infraestrutura e serviços públicos, rateio do FUNDEB, dentre outros.
Nos demais municípios, a pauta principal é a implantação da insalubridade e periculosidade, mudança na nomenclatura nos contracheques dos servidores da educação de 70% FUNDEB, pagamento do IFA – Incentivo Financeiro Anual para os ACS e ACE, Cofinanciamento para os servidores da saúde, plano de cargos, carreira e salários para as categorias que não tem, cumprimento do piso da enfermagem na cabeça do contracheque, rateio do FUNDEF e FUNDEB, pagamento de precatórios, como também que cada gestor, mande fazer de imediato o PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário de todos os servidores que trabalham em locais insalubres e perigosos. A entidade também faz a luta pela redução da jornada de trabalho ( 6 horas corridas), realização de concurso público, condições dignas de trabalho.
Para a presidente da entidade, Carminha Soares, muitos municípios já pagam a insalubridade, mas outros resistem em não implantar e o sindicato vai continuar firme fazendo a luta.” Mandamos fazer laudo de insalubridade em todos os municípios, os requerimentos foram entregues, mas, no entanto, os prefeitos estão implantando a prestação, prejudicando os servidores”, disse a mesma.
O Sindicalista Zé Gonçalves, afirmou que as Prefeituras estão nadando em dinheiro e não paga os direitos dos servidores por pura maldade.” Tem dinheiro para fazer São João, São Pedro, João Pedro. Tem dinheiro para fazer festa de emancipação política, contratando bandas caríssimas, tem dinheiro para irem passear em Brasília, mas dizem que não tem dinheiro para pagar uma insalubridade de 20% para uma auxiliar de serviço, que lava banheiro, tem contato com feze, urina, sangue, vômito, no valor de R$ 324,20 mensalmente. Então, não pagam porque não tem compromisso com os servidores”, alfinetou.
O SINFEMP vai intensificar o trabalho de visitas aos locais de trabalho, denunciando toda essa situação e ao mesmo tempo, agindo junto ao Ministério Público Federal e Estadual

