O SINFEMP – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região, realizou no último dia 10 de janeiro de 2026, uma reunião extraordinária da Direção, onde na oportunidade discutiu a Campanha Salarial 2026, que tem como tema: Quem vem com a base não cansa!
O reajuste do piso nacional dos professores, foi um ponto discutido, pois a entidade discorda frontalmente dos 0,37% divulgado, defendendo um reajuste acima da inflação e em caso de negativa por parte do governo federal, não iniciar o ano letivo em nenhum município e no País. Ultimamente, o Ministro da Educação confirmou que o reajuste será superior a inflação, com divulgação do percentual, até o final do mês de janeiro. O SINFEMP irá seguir o caminho da luta por respeito aos trabalhadores da educação”, disse a presidente Carminha Soares.
O Piso da enfermagem, dos ACE e ACS, também fez parte da discussão na reunião da entidade.
O sindicalista Zé Gonçalves, colocou a necessidade das outras categorias que tem propostas de piso nacional sendo apreciadas e votadas pelo congresso nacional, a exemplo das auxiliares de serviços, merendeiras, técnicos administrativos, motoristas, vigias, assistentes sociais, educadores físicos, psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, médicos, engenheiros, dentistas, auxiliares de saúde bucal, garis, estarem atentos nas votações no congresso nacional.” Vamos fazer essa luta nos municípios e em Brasília, para que todas as categorias tenham o seu piso nacional, mudando essa triste realidade nos municípios, pois a maioria ganha apenas o salário mínimo “, afirmou o sindicalista.
Outro ponto de discussão será o rateio do FUNDEF, para quem trabalhou de 1997 a 2006 e do FUNDEB pelos gestores municipais.” Tem município que o dinheiro já está na conta, como é o caso de Malta e a gestão ainda não fez o rateio do FUNDEF com os professores”.
Sobre o rateio do FUNDEB, o sindicato já enviou ofícios a todos os gestores municipais, secretários de educação e presidentes do conselho em cada município, solicitando a prestação de contas e a relação de quem está recebendo pelos 70%.” Queremos saber em que está sendo gasto o recurso do FUNDEB em cada município e caso não sejam respondidos os ofícios neste mês de janeiro, será acionado o Ministério Público Federal e do Estado”, afirmou Zé Gonçalves.
Será definido ainda um calendário de reuniões, assembleias e atendimento do jurídico em todos os municípios.
A Direção do SINFEMP também se posicionou sobre os gestores municipais, junto com os secretários de educação nos municípios, chamando reuniões, planejamentos, início das atividades, no período de férias dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, usando o pretexto que o magistério entrou de férias em 22 de dezembro de 2025. ¨Não existe férias de dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Existe 30 dias de férias em janeiro de 2026, referente aos 12 meses de 2025 e os gestores e secretários de educação não podem chamar nenhum servidor, a não ser que exista estado calamidade pública no município e isso não está acontecendo”, destacou a direção.
Caso os gestores insistam, a orientação do sindicato é que os profissionais e demais servidores de apoio do magistério que estejam de férias, não comparecerem e avisarem imediatamente ao sindicato para ser acionado a justiça contra esses abusos. “Os professores e demais servidores que estejam de férias, não devem aceitar essas imposições que infligem a lei e os gestores sabem muito bem disso”.




