SINFEMP rebate críticas dos vereadores

O presidente do SINFEMP – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região, José Gonçalves, reafirmou na manhã dessa quarta-feira, dia 3 de abril de 2012, que as criticas feitas pelos vereadores não atingem a entidade e nem tampouco a categoria, no tocante aos aumentos salariais concedidos, pois foi tudo debatido e aprovado em reuniões e assembleias com a participação de todos os sindicalizados.

Para o sindicalista, nenhum vereador que atacou o sindicato, tem moral para isso, pois nunca defenderam os interesses dos servidores e apenas os seus interesses pessoais.
Ele iniciou citando o vereador Zé Mota, que quando era secretário se negou a conceder o aumento para os professores, chegando a afirmar em plena reunião que não teria coração para dar aumento e que se o prefeito Nabor Wanderley quisesse conceder tudo bem, senão ficaria como estava e o prefeito deu o primeiro aumento de 20% retroativo a 1º de janeiro de 2005. Além disso, o sindicalista lembrou que foi Zé Mota e sua esposa Márcia Mota que criaram um verdadeiro terrorismo junto às merendeiras e auxiliares de serviços, colocando as mesmas para trabalharem oito horas por dia e foi através da luta do SINFEMP, nas ruas, ocupando a secretaria e Prefeitura, que foi garantida a manutenção das 6 horas até hoje. Qual a moral que esse vereador tem de criticar o sindicato e a luta dos professores e demais servidores, se ele e sua esposa, foram uns verdadeiros carrascos para com os servidores da educação? Indagou Gonçalves.

Em relação ao vereador Ivanes Lacerda, o sindicalista também afirmou que esse é que não tem as mínimas condições de agora defender servidor, pois na gestão do ex-prefeito Dinaldo Wanderley, a merendeira recebia 46,34 e os demais servidores R$ 57,00 sem contar com o salário atrasado dos aposentados e seis meses de salários atrasados dos contratados que ganhavam apenas R$ 92,00 e em nenhum momento o parlamentar abriu a boca para fazer a defesa do pagamento do salário mínimo e do pagamento em dia desses servidores.

No tocante ao vereador Edmilson o sindicalista parabenizou, pois o mesmo começou a falar, depois de três anos sem abrir a boca, sem falar em nada, pois foi eleito por um esquema político, em seguida mudou de esquema, depois de ter conseguido um emprego comissionado para a sua esposa, que é professora e agora mudou mais uma vez de esquema político, podendo ser chamado do vereador camaleão. Ainda citou que o mesmo votou no projeto de lei 028/2010, que tratava dos precatórios, por determinação do atual prefeito, quando o sindicato foi para a Câmara pedindo que não votasse e o mesmo votou dizendo que em pouco tempo os servidores recebiam os seus valores e até o momento nada.
Gonçalves afirmou ainda que ao chegar à Câmara distribuiu as duas tabelas de aumento salarial dos servidores da secretaria de Educação e dos servidores da saúde, colocando na mesa de cada vereador e vereadora, além de distribuir com os presentes no  auditório e que apenas o vereador Almir Mineral pediu esclarecimento das tabelas apresentadas, ele explicou e que qualquer outro vereador poderia fazê-lo normalmente.

Em relação ao vereador Edileudo, que acompanhou todas as assembleias do SINFEMP, Gonçalves afirmou que o seu posicionamento um pouco diferenciado, decorre da posição do seu partido em ter rompido politicamente com o prefeito Nabor, que o respeitava, pois diferencia dos vereadores anteriores, e sempre esteve na luta com os professores de Patos.
Para Gonçalves, o problema está concentrado na disputa eleitoral desse ano, onde essa discussão não interessa para os servidores no momento da votação do aumento e adiantou que todos os professores de Patos sabem quanto receberam de aumento salarial de janeiro de 2005 a abril de 2012, totalizando 156% de aumento, com uma média de 19,5% ao ano, superando todas as categorias desse país e que os vereadores da oposição, não tem como mostrar isso, especialmente os que apoiavam o gestor anterior a exemplo de Ivanes Lacerda, que talvez lembre apenas de seis reais de aumento concedido aos professores, quando o salário mínimo era de R$ 130,00 e aumentou para R$ 136,00 no governo de FHC e Dinaldo, quando ele era da base de apoio.

O sindicalista reafirmou que está tranquilo, que não tem família empregada em governo municipal, estadual e federal e que até compreende o desespero de boa parte dos vereadores, pois os mesmos apostam no quanto pior melhor, mas tem que engolir, tem que votar os aumentos concedidos pelo Prefeito Nabor, engolir ainda mais a realização de concurso público e a convocação dos aprovados, de aumento salarial para os servidores da saúde e de ter mantido o diálogo com a entidade e servidores municipais.

Sobre a questão política o sindicalista afirmou que o SINFEMP é autônomo, independente e classista, sempre lutando em defesa dos interesses da categoria independentemente de quem estiver no poder.
A saída do sindicalista José Gonçalves da Câmara no meio da sessão foi devido a problemas de saúde de sua mãe de 91 anos que está enferma e recebeu ligação que teria que levar a mesma ao hospital. “Primeiro não sou igual a determinado vereador que até intrigado da mãe é. Não fujo da luta, não tenho medo de lutar em todas as trincheiras, pois tenho meu ideal, minha ideologia e não vai ser os algozes, a direita que tentará calar a minha voz a minha luta”, desabafou o mesmo.
Gonçalves afirmou que está tranquilo, pois enquanto consegue aumento salarial para os servidores, os vereadores não conseguiram nada, a não ser aumentarem os seus salários.

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