Se congelar docência e quinquênio, professores de Patos podem entrar em greve

nnnDepois da mobilização realizada no último dia 17 de fevereiro com o Lançamento da Campanha Salarial 2016, que tem como slogan: Só Avança na Luta!, os profissionais do magistério público municipal de Patos, que participaram efetivamente da atividade, estão preocupados com a intenção da prefeita Francisca Mota de congelar as gratificações de docência dos professores do magistério aos que tem pós-doutorado, como também o quinquênio.

A atual lei garante o aumento anual para os profissionais do magistério público municipal retroativo a 1º de janeiro de cada ano, não sendo necessário está discutindo mais nada e este ano no percentual de 11,36% influenciando normalmente no quinquênio e nas gratificações, de acordo com as mudanças que ocorreram no Plano de Cargos, Carreira e Salários da categoria, que assegura esses direitos e que não podem ser congelados.

Diante dessa situação o SINFEMP está convocando uma assembleia geral extraordinária para a próxima quarta-feira, dia 24 de fevereiro às 15 horas na Associação Comercial de Patos, onde a categoria irá discutir e encaminhar o indicativo de greve, caso, a Prefeita insista nessa tese de congelar valores assegurados por lei.

Para a Presidente do SINFEMP, Carminha Soares, o momento é de negociação e espera que as propostas que foram entregues sejam atendidas, em especial a revisão salarial, condições dignas de trabalho, implantação dos 11,36% do piso nacional dos profissionais do magistério, o não congelamento do quinquênio e docência, implantação das progressões horizontais e verticais, atualização do PCCS , dentre outras demandas apresentadas.

O vice-presidente do SINFEMP e presidente da CTB/PB, José Gonçalves, afirmou que nenhuma categoria de trabalhador municipal irá aceitar retroagir os seus direitos, conquistados com multa luta e que apesar de reconhecer a existência da crise, a mesma não pode ser usada deliberadamente pelos prefeitos de Patos e outros municípios para não melhorar as condições salariais e de trabalho dos servidores.         “ Não justifica em nenhum município prefeitos falarem em crise, quando mantém um grande número de servidores contratados e comissionados, onerando os cofres públicos. Que contradição é essa? ”. Destacou o sindicalista.

Gonçalves ainda destacou que os professores aposentados e pensionistas têm direito ao mesmo reajuste dos 11,36% e que participarão também da assembleia para encaminhar suas reivindicações.

O SINFEMP vai continuar buscando as negociações, mas caso não sejam atendidas serão convocadas assembleias para deliberar os próximos encaminhamentos, mas espera o bom senso dos prefeitos para resolver no menor espaço de tempo possível as reivindicações das categorias.

sinfemp.com.br

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