Os servidores públicos da Câmara Municipal de Patos, paralisaram suas atividades e estão realizando um protesto na manhã e tarde desta terça -feira, dia 4 de agosto em frente a Casa Juvenal Lucio de Sousa.
Utilizando carro de som, faixa e com o apoio do SINFEMP – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região, estão exigindo o cumprimento da lei que trata da progressão funcional de 10% que era para ter sido implantada no mês de junho, como também, aumento salarial de 20% retroativo a 1° de janeiro e isonomia salarial.
Várias audiências foram realizadas entre o SINFEMP, Presidente da Câmara, Tide Eduardo e servidores, mas, no entanto, a mesma se nega a implantar a progressão de 10% que só é reajustada de 4 em 4 anos.
Para a presidente do SINFEMP, Carminha Soares, a presidente além de descumprir a lei, se nega também a conceder o reajuste de 20% e garantir a isonomia salarial.” Nada justifica não conceder de imediato a progressão, pois há 4 anos esses servidores estão esperando”, disse.
O Sindicalista Zé Gonçalves, que esteve diretamente na manifestação, denunciou várias irregularidades existentes, especialmente a distorção entre salários, pois tem servidor que está recebendo salário superior ao procurador jurídico da Câmara e até superior ao subsídio dos vereadores.
Além disso, a Câmara só tem 36 servidores efetivos e alega não ter dinheiro para cumprir sequer os 10% da progressão e no entanto, tem 116 contratados e comissionados sem concurso público.” Uma aberração. Nada justifica a presidente da Câmara não cumprir a lei, pois se tem dinheiro para contratar e comissionar, tem dinheiro para cumprir a lei e assegurar os 10% da progressão funcional “, disse o sindicalista.
Gonçalves ainda denunciou que existem servidores que constam na folha de pagamento, mas no entanto, não comparecem para trabalhar e isso é muito grave.
O SINFEMP vai reunir os servidores juntamente com o setor jurídico da entidade para que as medidas judiciais sejam tomadas, no tocante a servidor que tem salário superior ao procurador da Câmara, aos servidores que recebem e que não comparecem ao trabalho, aos servidores cedidos e também recebidos que não trabalham, dentre outros.
Além disso, qualquer represália por parte da presidência, devido a manifestação, as medidas jurídicas também serão tomadas.


