Em assembleia geral realizada no auditório do SINFEMP – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região, no último dia 26 de fevereiro de 2026, os servidores lotados na Secretaria Municipal de Saúde de Patos, discutiram as condições e o assédio moral nos locais de trabalho, as faltas colocadas indevidamente pelos fiscais contratados, mesmo existindo o ponto eletrônico e os servidores se encontrarem nos locais de trabalho.” Na verdade o assédio moral é forte e esses fiscais agem como se fossem os capitães do mato. Eles adentram em salas com atendimento. Outras vezes, os profissionais estão fazendo visitas na comunidade e colocam faltas indevidamente. Como se não bastasse, ainda tem o setor de recursos humanos que mesmo o servidor provando que estava trabalhando, não retira a falta”, disse o sindicalista Zé Gonçalves.
Os servidores da saúde também exigem o cumprimento do piso da enfermagem na cabeça do contracheque, o cumprimento da lei 3.999/61 dos dentistas e auxiliares de saúde bucal, revisão salarial, descongelamento das gratificações, condições dignas de trabalho.
A categoria das recepcionistas exigem que as recepções sejam climatizadas, pois o calor é insuportável, além de aumentar o serviço que deveria ser responsabilidade de outros profissionais, pois o próprio edital do concurso não apresentava essas novas tarefas.
As categorias dos Psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, estão com salários, praticamente a base do mínimo, além de não terem isonomia salarial. Os auxiliares de serviços, técnicos administrativos, auxiliares de saúde bucal, condutores de ambulância, e motoristas com gratificações congeladas. Educadores físicos sem reajuste. Vigilantes tendo que entrar com ações para implantar a periculosidade.
A fiscalização periódica do SINFEMP junto a base se faz necessário, para detectar as condições de trabalho, falta de EPI, assédio moral praticado, violência contra os servidores, como aconteceu na UBS Verônica Vieira.
Sobre o piso da enfermagem, foi discutido o pagamento na cabeça do contracheque, o pagamento através do cofinanciamento do governo federal que chega ao município e não é destruído com os servidores. Sobre a mobilização em Brasília no dia 17 de março em Brasília, pela votação da PEC 19 pelo STF, que assegura 30 horas e o piso nacional. Na assembleia foram escolhidas duas enfermeiras que irão participar da atividade, Silmara Oliveira e Priscila Mayara. O SINFEMP irá cobrir todas as despesas com passagens aéreas e terrestres, hotel e alimentação. Foi feito um chamamento à luta.” Muitos ficam nos grupos de whatsapp fazendo queixas, cobrando direitos, mas não querem participar sequer de uma assembleia, de uma mobilização e se torna difícil alguma conquista com esse comportamento dos sindicalizados”, disse.
O lançamento da Campanha Salarial 2026, “quem está com a base não cansa”, será no dia 31 de março em Patos.







